quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Brasilidade questionada



Está aberta, desde o último sábado (3), a mostra "Mamõyguara Opá Mamõ Pupé" (em tupi, "estrangeiros em todo lugar) do 31º Panorama da Arte Brasileira, no MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo. Esse ano ficou sob responsabilidade de Adriano Pedrosa, que foi ousado em não apresentar NENHUM artista brasileiro.

Caro leitor deve olhar pra este blog com duas pedras na mão e dizer: "Como assim, cara pálida?"

Eu repito com toda presteza. O 31º Panorama de Arte Brasileira não conta com a presença de nenhum artista local. Corrijo, a única "tupiniquim" da mostra é a mineira Tamar Guimarães, que vive há muitos anos em Copenhague e não é muito conhecida por essas bandas. Na foto, por exemplo, temos um dos quadros expostos do artista alemão Franz Ackermann.

A idéia do curador era apresentar artistas estrangeiros que trabalham com a cultura brasileira. Porém tal atitude gerou certo protesto por parte de alguns apreciadores do circuito. Chegaram a escrever junto de uma das obras "Ianques go home". Pena que o autor dessa manifestação errou o alvo e colocou os dizeres ao lado da obra de Tamar, única brasileira da mostra.

Em outras oportunidades foram incluídos temas musicais brasileiros (Bossa Nova e Tropicália) nos auto falantes da exposição, fugindo à temática proposta. Segundo a assessoria do MAM, a trilha foi colocada sem consulta ao curador, que prontamente já pediu sua retirada, visto que algumas instalções emitem certos sons.

Por outro lado, Adriano Pedrosa chegou a indagar se o que estava havendo era algum tipo de sabotagem.

Mesmo com todo esse clima a mostra, que traz 35 artistas segue até o dia 20 de dezembro.

E você? O que acha da atitude do curador Adriano Pedrosa? Você acha que essa temática desvaloriza a arte produzida no país? Ou é uma ferramenta de auto-afirmação da nossa própria cultura, visto que ela serve de referência para artistas de outras partes do mundo?

Deixe seu comentário. Esse espaço é seu!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Site aponta o melhor investimento em atrizes hollywoodianas

O site da revista americana Forbes (forbes.com) anunciou um top 10 das atrizes que rendem mais dinheiro para as produtoras. Não estamos falando daquelas que mais faturam com películas, como a "humanitária" Angelina Jolie (que chega a embolsar 27 milhões de dólares por ano), mas das atrizes que têm salários equiparados com o sucesso de suas produções. Num ano em que os estúdios vivem contando moedinhas essa pesquisa caiu como uma luva.




A Frobes fez a lista em cima das cem maiores estrelas de Hollywood, cada atriz deveria ter feito pelo menos cinco filmes que estiveram em exibição no mínimo em 500 cinemas norte-americanos. Foram analisados os ganhos das atrizes, o orçamento e a bilheteria das produções.

Vamos à lista, que já está todo mundo ansioso!

Quer fazer uma produção "hollywoodiana"? Chama a Naomi Watts!


A atriz de 41 anos (à esquerda), que já estrelou grandes produções como "King Kong", "O Chamado" e "Senhores do Crime" é a que mais traz retornos financeiros para as produtoras se comparado com seu cachê. Em um ano ela movimentou mais de 44 milhões de dólares em bilheteria por cada um milhão que recebeu nos seus trabalhos.

A medalha de prata ficou com Jennifer Connelly de "Diamante de Sangue", "Ele não Está tão afim de Você" e  "Uma Mente Brilhante" (que lhe rendeu um Oscar). Seus filmes renderam US$ 41 milhões a cada recebido.

O terceiro lugar foi da pouco badalada Rachel McAdams de "Diário de uma Paixão", gerando 30 milhões de "doletas" para cada um que faturou.

Acompanhe o restante da lista:






4º Natalie Portman de "Star Wars" e "Closer" - US$ 28 milhões
5º Meryl Streep, "O Diabo Veste Prada" e "Mamma Mia!" - US$ 27 milhões
6º Jennifer Aniston, "Friends" e "Marley e Eu" - US$ 26 milhões
7º Halle Berry, "X-Men" e "A Última Ceia" - US$ 23 milhões
8º Cate Blanchett, "Elizabeth" e "O Aviador" - U$$ 23 milhões
9º Anne Hathaway, "O Diabo Veste Prada" e "O Segredo de Brokeback Moutain" - US$ 23 milhões
10º Hilary Swank, "Meninos não Choram" e "Menina de Ouro" - US$ 23 milhões

Baratinhas, mas tão na moda!

É aquela coisa, preço nem sempre é certeza de qualidade.

Lily Allen faz aparição surpresa no desfile da Chanel


Num clima campestre e bucólico a grife Chanel apresentou seu repertório para primavera/verão 2010, na última terça (6) em Paris.




Colocando na passarela feno e elementos que lembram a vida no campo, o desfile foi marcado por peças ousadas. A estação promete um estilo rústico, sem perder a classe e o poder da sensualidade. Deverá ser tendência na estação vestidos de cintura alta, além das lingeries que vem sendo muito exploradas nos desfiles desta temporada.

Porém, o que marcou o desfile da Chanel foi a presença inesperada da cantora britânica Lily Allen. Em meio a especulações sobre uma precoce aposentadoria, ela levou toda sua graça e humor à passarela, cantando um repertório "country", com destaque à canção "Not Fair" do seu álbum "It's not me, it's you".






Ao lado de músicos vestidos de vaqueiros e modelos dançantes, Lily colocou duas espigas de trigo prateadas na cabeça. Mostrou-se íntima de dois assuntos: mundo da moda e crise econômica mundial. "O equilíbrio é muito importante, especialmente nos tempos econômicos atuais", disse Lily em coletiva.






O estilista Karl Lagerfeld se mostrou muito satisfeito com todo o trabalho da grife, e animado fez o seguinte comentário, "Tínhamos porquinhos que íamos trazer para o salão, mas eles eram tão fedidos que não tivemos coragem de soltá-los".

Imagina só!





Como é tradição nos desfiles em Paris, a última peça do desfile é um vestido de noiva. Quebrando conceitos a modelo empurra o "noivo" no feno, onde começam uma divertida brincadeira junto de uma terceira modelo. Essa receita deu certo e o desfile da noite de terça se tornou um dos mais elogiados do ano.



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Biografia revela a "verdadeira face" de Padre Cícero


No final de novembro deve estar chegando às principais livrarias brasileiras a verdadeira história de um dos homens mais célebres do Nordeste: Padre Cícero Romão Batista. Depois de alguns anos de pesquisa em documentos oficiais da Igreja Católica, o biógrafo e jornalista Lira Neto revelará certas peculiaridades sobre a vida desse "santo" que ainda é envolta por muitos mistérios.

Eu, como cearense nato, cresci ouvindo os causos do padre Cícero. Apesar de intocável nessas bandas, muito se fala de suas aventuras ao lado do cangaceiro Lampião e, principalmente, sobre o milagre da beata Maria de Araújo.

Apesar de não ter tido acesso ao livro de Lira Neto, que tem como título "Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão" posso adiantar certos momentos da vida deste homem que nos ajuda a perceber um lado mais obscuro da sua personalidade.

Padre Cícero, muito mais que um bom conselheiro religioso (fator que lhe dava poder, inclusive de interferir na vida alheia), era considerado um genial profeta. Certos momentos se recolhia na sua casa, no alto da Chapada do Araripe, e lá permanecia alguns dias, assim como fez Moisés às vésperas da consagração das tábuas dos dez mandamentos. Saindo da reclusão, Romão Batista trazia consigo previsões apocalípticas a respeito dos caminhos da humanidade. Guerras e destruição abalavam o mundo moderno, que comemorava a chegada do século XX.

Porém, muito mais que iluminação divina, Padre Cícero era o único detentor de um aparelho de rádio na cidade. Ouvindo as notícias a respeito das guerras que massacravam o planeta ele se antecipava perante à população, que só teria essa mesma notícia tempos depois, devido a inacessibilidade aos meios de comunicação.

Outro fato interessante que sempre ouço nos dizeres de alguns "antipáticos" ao "padim" é o fato de que a aliança mantida com o rei do cangaço "Lampião" tinha, acima de qualquer laço de respeito, interesses estratégicos de dominação. Quando o cangaceiro chegava ao Juazeiro do Norte, prontamente era recebido por Padre Cícero, que o ajudava a devastar novas frentes enquanto a sua terra vivia a plena paz.

Sem dúvida, um homem brilhante para a época!

Atualmente rola um processo no vaticano para que seja feita uma reabilitação (uma "rehab" básica hauhauha) do padre por parte da Igreja, visto que ele foi excomungado devido ao suposto milagre não comprovado. Reza os ditos que uma hóstea se transformou em sangue na boca de uma das suas mais fervorosas beatas, Maria de Araújo.

A biografia trará outros tantos acontecimentos sobre a vida desse "rei do sertão". Fatos que poderão dar maior cabimento científico a essas lendas que são contadas de geração em geração.

Com mais de 500 páginas, "Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão" deverá levantar ainda mais polêmicas. Seu autor, Lira Neto, é conhecido por escrever ousadas, que relatam detalhes pessoais da trajetória de grandes personagens da história. Dentre elas, podemos destacar "Maysa, Só numa multidão de amores" (2007) que rendeu uma versão controversa para a televisão e "O inimigo do rei, uma biografia de José de Alencar", consagrada com um prêmio Jabuti em 2007.

domingo, 4 de outubro de 2009

Ouçam o novo single de Lady Gaga

Esperado por meio mundo o novo disco da excêntrica Lady Gaga "The Fame: Monster" vai tirar a prova real se a cantora norte-americana vai ser uma diva sempre presente da Pop Music ou se é uma moda passageira.

A música tem como título "Bad Romance", com uma batida tocante logo logo estará bombando nas rádios e baladas. O CD será lançado apenas em 24 de novembro, mas no AldiaCult você já tem uma prévia desse lançamento.

Curta "Bad Romance" e aprecie o visual (à la Caco, o sapo) da diva Lady Gaga!







"Adíos Mercedes, la voz de la America!"




Mercedes Sosa, uma das maiores intépretes da música latino-americana acaba de nos deixar. Aos 74 anos de idade essa grande artista não suportou complicações em seus sistemas renal e hepático e faleceu na capital de seu país Buenos Aires. Seu corpo será velado a partir das 12h no Congresso Argentino.

Dona de uma das vozes mais potentes da música mundial, Mercedes soube trazer as angústias, dores e alegrias vividas pelo posso latino-americano. Foi perseguida durante a ditadura argentina e exilada. Teve, inclusive, um show interrompido pela tormenta da década de 1960, em La Plata. Tornou-se conhecida no mundo inteiro e fez grandes parcerias musicais.

É reconhecida como a voz de protesto latino-americano durante seu pior período histórico.

No Brasil fez parcerias com vários artistas, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Fagner. Esteve pela última vez no país em 2007.

Entre suas canções inesquecíveis podemos destacar "Gracias a la vida", "Sólo le pido a Dios", "Luna" e "Duerme negrito" (música que me traz à memória grandes lembranças).

Aplaudamos de pé o talento de Mercedes e imortalizemos essa grande diva com a canção abaixo, que fala de uma terra, que fala de uma gente!


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sábado, 3 de outubro de 2009

"I have a dream, a song to sing"

Talvez eu nunca pensasse em realizar o dia mais feliz da minha vida. Mas quem tem fé nessa vida sabe bem que certa hora esse momento chega, e quando você menos imagina se torna concreto bem à sua frente.

O que fazer? Como reagir?

Tudo começou no ano de 1992. Eu, ainda com cinco anos não tinha noção alguma a respeito daquilo que definiria minha personalidade. Quais seriam meus gostos, minhas vontades, minhas metas, meus sonhos. Talvez a única imagem que tenha daquela época na memória é uma partida de basquete. Brasil e alguma seleção. Jogo válido pela competição de Basquete de Barcelona 92. Não lembro se os "canarinhos" levaram a partida. Talvez não, já que a campanha brasileira não foi grande coisa.

Porém, aquele instante, aquela imagem com certeza iria me provocar a busca de muitas outras iguais. Como os grandes e verdadeiros amores, o espírito olímpico me arrebatou de certa forma que nunca mais vivi sem ele.

Os grandes momentos, a sagas olímpicas se confundiram com minha própria história de vida em muitos momentos.

Lembro-me da pequena casa do "Vintém", onde brincava de ser repórter em Atlanta 96.Das medalhas da natação, da final do Vôlei de Praia feminino, das dores causadas por uma caxumba surpreendente, da briga contra as cubanas que não vi, do sabor do recém-nascido miojo.

Sydney 2000 era a fase da adolescência, jogos na "madruga", época de eleição, brigava por uma legenda mesmo sem ter título de eleitor, o ouro que não veio, o bronze do revezamento da natação que descobri um dia depois (a primeira medalha do Brasil), muitas festas em Iguatu, a prata do atletismo, a primeira paixão, o refugo de "De Ruet".

O pré-vestibular e Atenas 2004. Fugindo das brigas da minha mãe pela perda de três semanas de aula na véspera do vestibular. Da cerimônia de abertura remontando a Grécia Clássica, do ouro do vôlei masculino, das vitórias na vela, do gel pesado no cabelo (que perdura até hoje), do atentando ao maratonista Wanderlei.

2008 aconteceram as minhas "Olimpíadas Universitárias". Pequim se misturava com o término da faculdade de jornalismo, o estágio no SESC, a formatura e a falta de sono. Mais algumas aulas perdidas, a produção de um super evento sobre cultura alemã. Tudo se tornou bem mais feliz com as medalhas de Cielo, o acesso à internet, as lágrimas das mulheres vencedoras, os võos de Bolt e Phelps. Tudo virou história. Tudo complementou a minha própria história.

E no meio de tudo isso, Jogos de Inverno, Pan Americanos, Jogos Asiáticos, Universiades, Comunidade Britânica, Sul-Americanos. Assuntos que me fechavam numa "espiral do silêncio". Só eu que falava daquilo, só eu me interessava por aquilo.

No fundo do peito, uma angústia:

- Meu Deus, será que nessa vida vou poder ver Jogos Olímpicos no meu amado país?

Nessa sexta, 02 de outubro, às 13h51 Ele se manifestou por meio da voz do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional) Jacques Rogge:

- Rio de Janeiro!


Sim. Deus me disse sim! Chorei como um menino. De joelhos e aos soluços agradecia com os indicadores apontados para cima.

Um momento nem tão interessante para muitos, pode representar uma imensa constelação para milhares. Para mim, uma das mais belas páginas do meu trajeto nessa vida.

Agora temos em nossas mãos essa grande chance. O sonho de meninos Marlos, Josés, Joãos, Sandras, Gabrielas, Yuris, Amandas... que se espalham por este país.

Peço a todos os brasileiros que saibam respeitar essa oportunidade. E que saiam dessa posição recalcada de apenas denegrir a nossa imagem.

Aqui não vai haver nada de "Tiro ao Turista" ou "Assaltos Ornamentais". Aqui veremos muito trabalho e vontade de mostrar ao mundo que poderemos ser os reis dessa terra, por ao menos 15 dias.

Estou aqui, à disposição, de fazer dos jogos olímpicos Rio de Janeiro 2016 os mais importantes da história. Um divisor de águas tanto para a história do esporte e do movimento olímpico como para a construção de um novo país.

Mais do que nunca, É A VEZ DO RIO! É A VEZ DO BRASIL!