terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quando a ética atinge a individualidade

O que difere as profissões, os termos que as definem ou vontade de fazê-las? Podemos supostamente nos tornar um outro profissional pela pura necessidade? Será que somos competentes o suficiente para nos tornarmos camaleões que vagam em várias nuvens?

Os estudiosos dizem que os profissionais da geração Y devem estar preparados para todos os desafios e com conhecimento suficiente para desatar qualquer embrulho. Cobra-se inglês, francês e espanhol, detalhes técnicos sobre o uso das redes sociais, sorrisos largos e muita gentileza. O novo profissional não pode ficar de banzo, como nos navios negreiros.

A ética, que debatida em várias esferas, durante séculos, não define até hoje o que é público ou privado, certo ou errado. Mas sobretudo, a discussão que menos prevalece dentre todas é: o individual e o coletivo.

Até que ponto nossas impressões pessoais são suficientes para garantir o nosso trabalho se quando falamos algo que corta os ouvidos de nossa hierarquia somos demitidos? Por que nos é cobrada essa autoafirmação, se no fundo temos autonomia apenas para obedecer?

O mundo se mostra cruel e ainda não tenho capacidade de entendê-lo por completo. Não posso assumir algo que se manifesta em minha essência, pura e tosca. Enfim, não posso envolver o que é alheio e, quem sabe por infortúnio, fazer perecer o que não é meu e ser responsabilizado por isso.

Um homem se torna homem pelos grandes feitos e sim pelo que assume não ser capaz de fazer.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Onde pousa o João de Barro

"Quando o João de Barro constrói a porta da sua casa contra o sol nascente é sinal de estiagem". Ouvi isso atônito em uma sonolenta manhã de sexta-feira na redação efervescente por pautas que justificassem o grandioso trabalho jornalístico. Encasquetei. De onde partem essas coisas e por que acreditar nelas?

Enquanto outras questões vinham à tona, o pequeno pássaro tão brasileiro bicava meu cérebro. Pensava no humilde sertanejo que tirava uma parte do seu tempo para perseguir ninhos de pássaros pela caatinga em busca de sinais. Depois lembrei do sítio da minha avó, na localidade de Gameleira, em Iguatu-CE. Ri quando mentalizei Dona Adelice correndo e levantando o vestido em busca de "sopros divinos" de um bom inverno.

No final das contas lembrei do que realmente mexia com o desatinado juízo. O quanto as sábias palavras dos mais velhos são importantes para mim. Sou dos que acreditam em teorias científicas, amigo de Charles Darwin e amante secreto das galáxias. Porém, me coloca em um estado de graça ouvir a sabedoria da maturidade. A arte das mãos da terceira idade, labirinto onde quase ninguém quer entrar.

Sempre transformei em filme os dizeres dos meus recém-velhinhos. Minha avó Rita cantava pra mim e me contava causos, em sua maioria fictícios, dos tempos de estradas barrentas em Assaré. Tudo era tão imaginativo e crível, que incorporei cada ensinamento no meu dia a dia e comecei a caminhar pelas estradas empoeiradas.

O meu lado vanguardista não me impede de ser do passado e honrar essa parte que grita em mim. Se estão errados, eu não sei. Quem saberá com toda a certeza? Reza a lenda de que um curioso marginal se dedicou às enciclopédias para desmentir as verdades melindrosas. No fim, bebeu as teorias com cana.

'Ó, João de Barro. Quando não tiveres lado para colocar a porta de tua casa, não se sinta envergonhado de pousá-la em minha janela'.

sábado, 14 de janeiro de 2012

"Cidade-Luz, Campina Grande"

Um pouco mais de um século e meio em suas paredes que são tão familiares. Alguém já disse que não existe melhor lugar que Paris. E eu concordo, mesmo sem ter cruzado o Atlântico. Concordo com o pensamento. Concordo no sentimento natural que torna certos espaços, até então desconhecidos, em sua própria casa.

Olhar a serração e os prédios ao fundo. Eles beiram o centro da cidade, mas já são tão próximos assim que você desce de um "Progresso". O asfalto estreito e bonito, nem parece mais as descrições que hoje fazem de ti. Mas os vejo ainda molhados, sobre a cinzenta e refrescante névoa que te toma no mês de junho.

Ladeiras e planícies, quem poderia dizer? És maior que o meu umbigo e guarda muitos dos meus tesouros. Hoje os dias são úmidos e o vento é forte, feito para balançar jangadas. Mas não te preocupes, minha menina, nada está errado e você mora no meu coração. Sei que não nos encontraremos na Praça da Bandeira para caminhar de mãos dadas até o Restaurante Popular em breve. Mas refaço os mesmos passos mentalmente até em um restaurante de luxo, onde me depositam à mesa suculentos camarões.

Apesar de atualmente estar em ótimas companhias, lá fiz bons amigos. Alguns deles se tornaram os melhores. Todos sentados nos bancos do Curso de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba. Destinos tolos entrelaçados no dia 22 de dezembro de 2004. Alguns estão grávidos, outros são pais, outros nem mudaram, mas existem e é o que importa.

Lembro de estar com eles no Parque do Povo, no Madrugão, no Tenebra, na Sappore, no Iguatemi, na Queen, na UFCG, no Teatro Municipal Severino Cabral, no SESC Centro e Açude Velho, no Açude Velho, na Reitoria, nas lojas do centro e no Banco do Brasil.

Na Prata, Bodocongó, Alto Branco, Cruzeiro, Catolé, Santa Rosa, Malvinas, na difusora do Centenário, no Spazzio... Pena que em lugar nenhum. Mas os caminhos nos levam aonde devemos chegar e hoje estou aqui. Com o coração cheio de saudade e alegria, por ter sentido o teu cheiro.

Não me canso de você e, pode escrever, habita meus sonhos, mesmo que raramente. Foi bom lembrar de você. Melhor ainda lembrar que me fiz homem contigo. Desvirginaste-me para o mundo, para as escolhas, para a minha própria cabeça.

Sorvemos ao mesmo tempo, separados por centenas de quilômetros, a taça da juventude eterna. "Cidade-Luz", Campina Grande.

Daniela

Jaqueta de couro. Unhas afiadas. Ela desfila sensualmente no palco das expectativas onde não sabemos o que vai dar certo nem nos centímetros que tem o nariz. Desbrava as sensações. Sua frio. Mas desfila soberana. É uma mágica. Mágica sob a alcunha de Daniela. Trabalha em um circo, que para os mais críticos seria de quinta categoria, mas para mim, eterna criança, é a melhor das diversões de uma noite de sexta após ter a pupila dilatada ardorosamente por uma balconista nem tão sexy quanto a personagem desta história.

Ela tinha que fechar a semana onde tudo começou de um jeito e terminou de outro. Coisas dos homens que por machismo ou ganância não se permitem um salto alto vez em quando. Sei que nem todos se empolgaram com a astúcia de Daniela. O Mister M já fez questão de escancarar a verdade que habita os truques: a inocência. Mas mesmo assim, a moça de roupa preta não se intimida e parte pra cima da plateia.

Como naquela música "Yoü and I", da Lady Gaga, as coisas aconteceram. Cabeça de um lado, corpo de outro. Cair em garras afiadas e flamejantes já não era impossível. E o inesperado-esperado acontece: ela surge do fundo da plateia, nos exigindo pensar que toda a magia é de verdade. Desfazendo aquela boba ilusão de que ela teria ido embora, de vez, para não voltar...

Daniela teve várias notícias, de toda natureza. Foi criança, jovem e mulher. Aprendeu seu ofício e quem sabe casou. Descobriu a felicidade e depois de um tempo percebeu que ela não era tão valiosa. Desejou ser quem não era e foi, mas voltou. E estava de novo ali no palco. Desafiando a quem a intimidava. Vencendo o jogo dos mais fracos.

A mágica era como uma pena. Uma verdade. Melhor dizendo, a mágica era o imprevisível. Aquilo que temos certeza que vai acontecer, ou numa súbita maldade, desejamos que ela venha à tona para saber qual a sua explicação. E ela vem. Pena que nem todos podem contar com uma fortaleza. É bom enxergá-la de longe. Protegido pelo que eu sempre quis de escudo.

Essa semana, Daniela se apresentou pra mim e uma dúzia de pessoas. Na outra, quem dirá?! Quem queimaria a mão e afirmaria ser o próximo?! Sua essência tem grandeza. Suas vontades não têm lei. Guarda consigo a iminência e a amargura. Aguarda com sede o aplauso e o riso macabro, de quem fez o mundo ao avesso e você nem reparou.

Para a vida, um banho de experiências. Contra o imprevisível, só a morte.

"Au revoir!", disse ela.

P.S. 1: Apesar da coincidência, este texto não é direcionado a minha linda amiga-presente-tudo-de-maravilhosa Daniela Castro. Ela terá um texto mais adiante.
P.S. 2: Esse texto é dedicado exclusivamente ao Jacaré do Açude Velho, que nos deixou na tarde deste sábado (14). Sentirei saudades. #

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Meu caos e os professores em greve

Há 57 dias os professores da rede pública de ensino entraram em greve no Ceará. Há 57 dias eu não tinha a menor previsão de como estaria a minha vida 57 dias depois.

Apesar da total falta de ligação entre esses dois fatos ainda existe uma faísca dentro daquilo que acredito que não haveria melhor momento para viver o meu novo primeiro dia.

Professor ferido em confronto com policiais na AL-CE. Fonte: Jangadeiro Online


Os professores emendam dias de manifestações em busca de melhorias em seus salários, além de melhor condições de trabalho. Na manhã de ontem (29) chegaram a entrar em forte confronto contra policiais da tropa de choque de Fortaleza, em plena Assembleia Legislativa. Alguns deles, inclusive, saíram feridos deste "encontro". Outros faziam greve de fome e, de alguma maneira, usavam o caos para fazer com que todos conhecessem suas vontades.

O caos, esta entidade sobre-humana que nos enche de prazer e dúvidas. Inconstâncias a respeito do próximo dia, hora ou segundo. Quantas coisas já foram resolvidas por conta do amigo caos.

Não se sabe se os professores, que hoje receberam um singelo apelido de "hienas" por parte do Deputado Estadual Carlomano Marques (PSDB), terão o caos promovido por eles transformado em conquistas. A greve continua e o governador cada vez mais irredutível em sua decisão.

Ao contrário de mim, que fui feliz com o caos dos últimos dias. Conheci boas pessoas e me fiz útil novamente.

Penso naquele jovem graduado, que ainda não conseguiu uma colocação segura em sua área. Que tem pesadelos com a inconstância da sua vida ou medo do fracasso. Mais especificamente aquele que escolheu a profissão como causa de luta. Que veste a camisa, apanha, passa fome, como os docentes caiçaras. Peço à eles uma única coisa: não tenham vergonha do pouco salário, do status mínimo que você recebe na sociedade, ou do que o seu desemprego representa para a sua família. Prossiga na luta! Uma luta por você.

Encare o caos como um aliado. Pinte sua face com a mais rara maquiagem. Sorria para ele e pegue-o nos braços. Angustie-se. Mas, sobretudo, o entenda como combustível fundamental para a sua existência.

Já dizia o sábio Marcelo D2, de quem sou fã, "quem nasceu pra malandragem não quer ser doutor".

P.S.: Amigos leitores, uso este espaço para incentivar o comentário de vocês a respeito do texto. Primeiramente porque um blog como este é feito para a troca de ideias. Os textos sem a opinião de vocês são só textos, com a participação transformam-se em diálogo. Depois é sempre importante saber o que se passa nessas cabecinhas! Beijos. #

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cadê o pão quentinho da manhã?!



"Jovens matam hábito de comprar pão pela manhã", gostei da manchete. Aliás, é iminente a paixão brasileira pelos títulos dramáticos, que respingam sangue. Queremos roer as notícias, tirar delas as entranhas, mastigá-las e expeli-las do nosso corpo. É até saudável em dias de tormenta. Mas vamos lá, o objetivo deste ressurgimento ainda não é esse.

Quem de nós, enquanto seres pensantes, acompanhamos nossos avós e pais irem até a padaria da esquina, por volta das 6h da "matina", para comprar uma sacola de pães. Uhmmm! O cheiro do pão quentinho tomando conta do mundo e todos em casa com a louca vontade de devorá-lo, banhado na manteiga, com uma xícara de café doce. Confesso ser a ponta do pão minha fatia favorita (motivo de muitas brigas durante a tenra infância).

Sempre achei o ritual de sair cedinho da cama, sem os primeiros raios do sol, ir até o boteco mais próximo, encontrar os rostos dos vizinhos, o cantar do galo, o baixo movimento, um dos momentos mais charmosos do dia. Tem gente que prefere a tarde, outros a madrugada. 

Mesmo criança via naquilo tudo um momento muito exótico do dia. Pedia que meu pai me acordasse por volt das 5h30 só para subir na garupa de sua bicicleta até o mercado da cidade. No caminho conversava com os pombos. 

Não acho pretensioso pensar, em meados do século XX, mulheres elegantes, com seus terninhos bem passados, Avon no rosto, indo até a padaria "colher" o pão e o leite do dia, aproveitando-se desta rara oportunidade para caçar olhares despretensiosos de certos galãs do bairro. Também imagino os homens de boa compostura na década de 1930, debatendo Getúlio e a Guerra nos balcões das confeitarias. 

Penso no cuidado que os franceses tiveram por tantos anos em preparar o melhor pão do mundo (daí o nome do pão mais consumido no Brasil, conhecido pelo miolo branco e a casca dourada) e oferecer-lhes a Napoleão. Como o intuito de imaginar é de graça, vou mais longe, há 12 mil anos atrás, na Mesopotâmia. Imaginar que uma desventurada mistura de farinha de trigo e água já fosse uma grande celebração.

É uma pena chegarmos em um estágio evolutivo tão retumbante, onde tudo se encontra mais fácil e damos nossas tripas com a desculpa de que o trabalho nos trará os melhores momentos da vida e deixarmos passar despercebidos certos hábitos tão clássicos para o desenvolvimento intelectual. Comprar pão de manhã, bem cedinho, representa muito mais que uma mera simbologia comercial.

O primeiro jornal deveria ser aquele que encontramos na esquina. O dia a dia dos que estão ao nosso redor. Que cruzam a mesma calçada, bebem a mesma água, sofre a mesma queda de energia, reclamam das mesmas coisas. Depois viria o "Bom Dia Brasil". Vivemos uma internacionalização existencial jamais vista. Enxergamos um semelhante há 2 mil quilômetros de distância e nem sabemos qual o nome do nosso vizinho de parede.

Até que um dia, como as impagáveis máximas da vida, nos damos conta de que tudo que nos foi sugerido para comprar foi em vão e que hoje quem nos faz falta é aquele sujeito esquisito que mora ao lado (e não é o pecado). Sentimos saudades do velho pão fresquinho, banhado na manteiga e uma boa xícara de café.

Ai Gisele Bündchen, parece tão fácil né?!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dei-me o direito de tirar impressões!



Uma dura semana de trabalho, de mudanças, de alegrias, de expectativas, de decepções e, sobretudo, de oportunidades fazem com que no mínimo tenhamos algo para contar. Impressões que extraímos do útero da Hp da vida.

Acredito que vivo um "pular o muro" da vida. Sinto-me cada vez mais saindo do que podemos considerar de adolescência e a me formar como homem. @MarinhoClara teria a palavra perfeita para esse estado, mas me foge a memória. Hoje em dia sou mais respondão, sei o que quero, sinto a obrigação de cobrar, pois sou muito cobrado. E essa semana, com tantas mudanças no quadro social, político, amoroso me fazem refletir e quero compartilhar algumas desses devaneios com todos vocês.

Todos tem o total direito de não concordar, porém jamais me tirarão o mérito de dizer.

Primeiro, o processo eleitoral do país só me choca. Ouvir um depravado mental dizer que José Serra tem propostas, ou que Dilma Rousseff representa a mudança me fez me sentir um grande penico. Será que estou sozinho nesse mundo onde bonecos de plástico aparecem em telas em preto e branco e você, por uma fajuta honraria democrática tem que decidir o que é menos pior para a terra que você ama? 

Minha vida profissional também me fez repensar muita coisa. Sou muito bom às vezes para fazer uma coisa tão trivial. Porém não me sinto financeiramente motivado a me esforçar e me dedicar. Amo a comunidade que sirvo, mas preciso estar excitado a levar o maior prazer à ela. Será que está na hora de fugir?

Sinto meu corpo pulsar. Pulsar em busca de outro que me complete. Só na cama? Ou também na pilha de louça suja? Quero amar ou só desepejar um gozo que me deprimirá na manhã seguinte?

Pessoas. Quanto mais melhor? É importante estar em todas as rodas e voltar para casa sozinho ou sair sozinho e voltar para seu canto com a riqueza e o encanto do peculiar.

Devo acreditar na minha arte? Se é que tenho alguma.

Não temer mais o amor, ou a falta dele. Falo desse amor umbilical. Tipo de mãe para filho. Segundo li em algum lugar o amor é inseparável, é o sentimento mais nobre, é o nó que liga o homem à irracionalidade. Mas se tão soberano, por que temer estar sem ele?

Você prioriza o quê? Seus interesses ou o interesse do coletivo? É melhor eu ir com a camisa azul ou uma regata? Por que tanta trivialidade, burocracia e misticismo nesse mundo?


Descobri que Deus existe. Aliás, reafirmei uma verdade máxima. Pode ser Alá, Jeová, Buda, Inri Cristo, Britney Spears. Não interessa o nome, Ele existe até para quem não acredita que ele exista. A questão está em: será que o teu Deus é tão limitado que se importaria em te dar um abraço quando você erra? Beber uma cerveja e ouvir os teus problemas? Colocar uma comédia papelão para tirar um sorriso de um filho amado?


Peço solenes desculpas àqueles que achavam que as impressões prometidas nesse texto trariam verdades ou até conselhos. O melhor amigo não é aquele que lhe dá as respostas certas, mas o que faz as perguntas mais constrangedoras. 


Sou sábio o bastante que existem zilhões de problemas nesse planeta, com a nossa arte, com a nossa razão social, com a distribuição de papéis nesse mundo. Mas enquanto não nos engajarmos a observar e formular as perguntas coerentes não conquistaremos o desenvolvimento. Isso mesmo, como naquele comercial do Canal Futura. Mas a vida não é a emblemática questão dessa propaganda. Existir é mais complexo e a consequência do que fazemos dura 30 segundos, e mais 30 segundos, e mais 30 segundos...


Espero, do fundo do meu coração, que esse texto psicodélico e essas impressões tumultuosas tenham te deixado inquieto. O homem se faz mais interessante neste estado.


C'est fini!